BE: “Ilegalidades e má gestão da Tratolixo são marca da incompetência das autarquias de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra”
Os candidatos do Bloco de Esquerda às autarquias de Cascais, Sintra e Oeiras foram hoje visitar as instalações da Tratolixo em Trajouce, onde estiveram reunidos com o Presidente da Administração.
Em funções desde 2007, relatou-nos os graves problemas ambientais com que se deparou e que resultaram de 20 anos de má gestão dos resíduos dos mais dos 800 mil habitantes dos concelhos de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra.
Desde a falta de licenciamento, à incorrecta impermeabilização e deficiente gestão dos lixiviados do aterro e lixeira selados, ao acondicionamento deficiente do composto, até à, especialmente grave, deposição ilegal de 150 mil toneladas de resíduos, tudo são situações que ainda hoje continuam por resolver.
Ao longo destes 20 anos não houve fiscalização eficaz. As acções pontuais registadas resumiram-se a aplicar coimas para que tudo ficasse na mesma.
À falta de fiscalização do Ministério do Ambiente soma-se a inacção grave das Câmaras Municipais que fazem parte da estrutura accionista da Tratolixo. Foram 20 anos de incapacidade e irresponsabilidade dos executivos camarários.
O Bloco de Esquerda exige que sejam concedidas às Assembleias Municipais competências de fiscalização sobre esta empresa intermunicipal para que erros graves deste tipo não se voltem a repetir.
Em Cascais, exigimos também que seja criada uma comissão de acompanhamento local do Ecoparque de Trajouce, constituída por representantes da Assembleia Municipal e da Comissão de Ambiente, da Junta e Assembleia de Freguesia de S. Domingos de Rana, e de associações ecologistas e cívicas do concelho. .
O que é certo é que perante a má gestão e a ilegalidade nada se está a fazer para apurar responsabilidades. Como é que se compreende que três dos quatro administradores nomeados pela AMTRES-Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra para o Tratamento de Resíduos Sólidos, continuem nas mesmas funções após a evidência dos problemas?
O Bloco de Esquerda defende que estes administradores sejam demitidos e que se apurem as suas responsabilidades em toda esta grave situação.
O plano de reabilitação ambiental de Trajouce terá um custo superior a 3,5 milhões de euros, o qual será pago pelos munícipes. A má gestão e ilegalidade sairão do bolso de cada um dos residentes nos concelhos abrangidos pela Tratolixo. Este é o resultado da incompetência das câmaras municipais accionistas da Tratolixo durante as duas décadas de existência desta empresa intermunicipal.
O Bloco de Esquerda nas suas candidaturas autárquicas pugna para que o tratamento dos resíduos dos concelhos de Cascais, Sintra, Oeiras e Mafra seja feito com rigor, responsabilidade ambiental, transparência e informação aos cidadãos.

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