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Parquímetros em Queluz: inquérito continua

Cidadania Queluz 2 Março 2009 Opinião 2 views 4 CommentsPrint This Post Print This Post Enviar por mail Enviar por mail

parquimetros Parquímetros em Queluz: inquérito continuaJá 21 pessoas responderam ao inquérito realizado aqui pelo Cidadania Queluz. Setenta e seis por cento das pessoas que responderam afirmam ter lido o regulamento e mapas. Além do aumento nas receitas da Câmara Municipal de Sintra, a vantagem mais votada é o facto da utilização dos parquimetros desincentivar a utilização de viatura própria.

Uma das desvantagens acaba por estar relacionada com a vantagem: a utilização dos parquímetros aumenta o custo de vida dos utilizadores de viatura própria - 67% inquiridos assim o pensa.

A partir destas conclusões talvez seja necessário pensar-se em:

  • Perceber os motivos para a não utilização de transportes públicos
  • Criação de alternativas ao uso da viatura própria
  • Definir uma rede de transportes na cidade de Queluz que sirva as necessidades dos residentes dentro e fora da cidade

A questão que mais divide os inquiridos é: “Cada residência do concelho deve ter quantas viaturas com direito a estacionamento?” As respostas a esta questão dividem-se entre uma viatura por residência, duas viaturas por residência e uma viatura por residente e não por habitação. As duas primeiras respostas somadas reúnem 53% da opinião dos inquiridos. A resposta uma viatura por residente e não por habitação reúne 29% das respostas.

Gisparques - Planeamento e Gestão de Estacionamento, SA

Oitenta e um por cento dos inquiridos defendem que as receitas dos parquímetros “devem ter fins públicos e locais.” Apenas 14% está de acordo com a participação da Gisparques na Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra.

Ruas sem parquímetros: um novo problema?

Setenta e um por cento das respostas indica que as ruas próximas das tarifadas não tendo estacionamento pago ficarão sem estacionamento. A tendência é para as pessoas estacionarem numa rua ao lado da tarifada para evitar o pagamento, logo isso levará ao estacionamento em demasia em ruas que até agora não sofriam deste problema.

Bolsas de Estacionamento para residentes

As bolsas de estacionamento para residentes precisam de ser melhor explicadas pela Câmara Municipal de Sintra. Sessenta e dois por centro considera que o funcionamento das bolsas não está suficientemente explicada no regulamento.

O que está definido no regulamento é que os residentes podem estacionar nas bolsas de alta rotação num determinado horário, no entanto, no que se refere as bolsas de estacionamento para residentes talvez a explicação das mesmas no regulamento não é suficiente:

  • As bolsas para residentes são estacionamento exclusivo para residentes? A qualquer horário?
  • Ou se pelo contrário nestas bolsas de estacionamento para residentes é possível estacionar um não residente?
  • Um residente só pode estacionar na sua rua ou na sua área de residência definida no regulamento específico?

No caso de Lisboa existem bolsas para residentes em que a determinado horário o estacionamento é exclusivo para residentes.  Em Sintra, como não há apresentação pública dos regulamentos existem questões que poderão não ser respondidas. Sugere-se ao Executivo uma apresentação em vídeo, em powerpoint, ou noutros meios que para além dos regulamentos esclareça melhor as bolsas de alta rotação, mistas e para residentes.

Situação prática: parquímetro avariado

No caso do único parquímetro naquela rua onde estou a estacionar o carro estar avariado: o que fazer?

Setenta e seis por cento responde que o regulamento é omisso nessa questão.

Deve haver expansão das zonas tarifadas?

Sessenta e sete por cento dos inquiridos pensa que sim. “Caso contrário essas zonas sem parquímetros vão ficar cheias.” Já 57% acha que existirão poucos locais de pagamento (segundo os mapas) e que devem haver mais “para a rapidez no pagamento ser maior. ”

Receitas dos parquímetros: Transparência e a sua utilização

Noventa por cento dos inquiridos pensa que a CMS deve divulgar anualmente, no seu site, as receitas obtidas com os parquímetros na cidade de Queluz. As receitas devem ser para a criação de estacionamento e melhoria do que já existe (67%), a criação de transportes públicos tendencialmente gratuitos na cidade (52%), a construção de ciclovias (29%).

Noventa por cento dos inquiridos também acha que a utilização das receitas dos parquímetros deveria estar definida pela Câmara Municipal de Sintra antes da sua cobrança.

Mais sobre os parquímetros

“Na Avenida António Enes, entre a Rua Combatentes Grande Guerra e o Externato Almeida Garret não devia haver parquímetros, isto é, não devia de haver estacionamento rotativo em virtude dessa avenida ser estreita nessa zona, porque além dos passeios serem estreitos também é uma via dupla de passagem de viaturas. Nesse lado, sem viaturas já é difícil  passar, então se houver estacionamento rotativo nesse local mais difícil será passar. ”

“Não esquecer que os comerciantes e serviços, não só os moradores, também necessitam de um estacionamento gratuito. O valor a cobrar pela aquisição do estacionamento para uma 2ª viatura do mesmo agregado, é aceitável. O valor para a 3ª viatura é um exagero.”

“Considero que em Freguesias densamente povoadas como são as Freguesias da cidade de Queluz deveriam ter sido implementados mais parques de estacionamento gratuito e os alvarás de construção de edifícios não ser aceite sem que os mesmos tenham parque próprio.”

“Não conheço o regulamento. Sou pelo uso de parquímetros em geral. O espaço público é de todos e se os automóveis ocupam demasiado desse espaço. Não me parece uma medida polémica e penso que deve ser tida como justa.”

“Criação de parques subterrâneos ou de silos—–resolvam-se os problemas pelo lado do utilizador/pagador e não pelo do Estado/gastador!!!!!!
A Gisparques continua a apanhar as parcerias do costume????
Esquecem-se da Bragaparques?”

“Os parquímetros junto da estações da CP têm um único objectivo - RENTABILIZAR os parques de estacionamento existentes.
Que efeitos terá? Com uma política de transportes inexistente num sistema que agregue freguesias (independentemente do concelho) o estacionamento ilegal será uma constante por estas paragens.
Em último caso, teremos algo novo no Monte Abraão - a caça à multa.”

“Não concordo com a existência de parquímetros, pois o espaço é publico e assim deve continuar. Já se pagam taxas e impostos de mais.”

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4 Comments »

  1. Considero a instalação de parquímetros no Monte Abraão uma operação completamente despropositada. Na realidade trata-se duma zona essencialmente residencial na qual o comércio existente se destina fundamentalmente aos seus moradores. Concerteza que não vem ninguém de Lisboa fazer compras aos minimercados do Monte Abraão. A única excepção a este status poderá ser a Conservatória do Registo Predial. No entanto, tal não justifica a proliferação de parquímetros que se pretende fazer que, além de não resolver problema nenhum, só irá complicar o estacionamento e onerar a população da Freguesia, já tão castigada e depauperada, com mais imposto disfarçado.

  2. Em todo este processo existe uma enorme lacuna: falta de informação à população, da parte da Câmara Municipal de Sintra. A população não está devidamente informada, daí todo este “ruído”. Entretanto, há quem se aproveite para fazer “contra-informação”, pensando desta formar obter dividendo. Dado que foi por mim sugerido ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sintra, na passada 6ª feira, em reunião da Assembleia Municipal (aprovado por unanimidade por todas as forças políticas com assento naquele Órgão) que fosse feita uma sessão de esclarecimento, pelos técnicos e responsáveis autárquicos mentores do Projecto de Regulamento em discussão, dirigida aos moradores, comerciantes e serviços públicos das freguesias que irão ser abrangidas pela colocação de parquímetros. Aguardemos que tal seja feito, com a maior brevidade possível.
    Fátima Campos
    Presidente JF Monte Abraão

  3. Parece-me que se desenquadra no meio ambiente, visto que o estancionamento limitado não melhora situação alguma.Se a população que até agora utiliza os transportes públicos passa a utilizar a viatura privada, depois se na minha rua for de utilização sem parquimetros, os moradores das arterias pagas e com cartão de morador passam a usar qualquer via, e eu não posso fazer o mesmo, como ir estancionar na rua com os parquimetros. Depois as máquinas custam dinheiro, os fiscais tambem, (claro que não estou contra o emprego) mas defendo mais policiamento, e remoção de viaturas abandonadas.Temos muitas provas em que algumas localidades onde existem parquimetros e nada resolveu, automoveis em segunda fila, parquimetros danificados, automoveis nos jardins, nos passeio, nas passadeiras, etc…Nos dias que decorrem as pessoas estão a deixar cada vez mais os automoveis á porta de casa, neste sentido teem obrigação de andar com a viatura, ou pagar estancionamento, estou contra os parquimetro, pois mesmo quem não tem viatura, quando familiares e amigos os visitarem terão de pagar o estancionamento.

  4. É lamentável pensar em parquímetros na velha cidade de Queluz quando não há qualquer solução para resolver o problema do estacionamento, entre tantos outros. É desolador passear nesta cidade e ver a quantidade de prédios velhos a cair, anos a fio, sem uma solução para os mesmos. A cidade tem uma aspecto degradante e degradado. Basta olhar para o parque da Alameda e até faz dó (tantas horas de brincadeiras que ali passei). Se os proprietários não resolvem, então a Câmara que o faça, tome uma atitude. E então que crie estacionamentos (silos, etc.), creches, jardins-de-infância e ATL’s, que não os há (uma vergonha!), e um novo centro de saúde com médicos de família para todos. Aí, sim, os parquímetros serão provavelmente bem aceites…

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